sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Já se imaginou lá em cima?



Foi esta semana oficialmente inaugurado aquele que passa a ser o edifício mais alto do mundo: o Burj Dubai (no Dubai, como o nome sugere). A estrutura, com 818 metros de altura, alberga vários inquilinos, distribuídos em altura por secções específicas ao longo dos seus 206 andares. Da cave ao oitavo andar apresenta-se o Armani Hotel, com pisos adicionais para as Armani Residences do 9º ao 16º andar. As suites do mesmo hotel moram mais acima, nos 38º e 39º andares. Há apartamentos residenciais entre o 44º e 72º andares e entre o 77º e 108º andares. Há suites mais acima, as mais “altas” no 134º andar. Do 156º ao 159º andares moram estruturas de comunicação e estações emissoras. Acima do 160º andares a estrutura não é habitada e serve apenas serviços mecânicos e de manutenção. O visitante comum tem acesso a um restaurante (o At.Mosphere) no 122º andar e a um observatório no 124º andar.

Música para escutar de noite

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Uso de moscas para promoção de uma editora


A editora Eichborn (que usa como símbolo uma mosca) para se promover e fazer com que as pessoas visitassem o seu stand na Feira do Livro de Frankfurt, contratou a agência Jung von Matt/Neckar que resolveu inovar colando com cera pequenos banners em 200 moscas varejeiras que circulavam perto do stand e pousavam no seu “target” causando curiosidade.

Veja o filme,




“Coisas” que estou a acompanhar


O Tribunal de Contas (TC) exortou cerca de 700 entidades públicas a entregarem planos contra a corrupção. O prazo acabou a 31 de Dezembro e, segundo fonte do TC, o número de cumpridores está próximo dos 500. Agora, as cerca de 200 entidades em falta podem ser responsabilizadas a vários níveis, inclusive o judicial, caso venham a existir actos de corrupção nos organismos incumpridores.
Como explica o secretário-geral do Conselho de Prevenção de Corrupção (CPC) do TC, José Tavares, "as recomendações por natureza devem ser acolhidas, uma vez que representam a indicação de um caminho para a melhoria da gestão pública. Se o gestor público não acolher a recomendação tem de o justificar perante o CPC".
José Tavares defende ainda que caso ignore as recomendações do TC "o gestor público ficará sempre responsabilizado pelas consequências que derivem do não acolhimento da recomendação - seja qual for o tipo de responsabilidade (criminal, disciplinar, civil, financeira, etc.)".
O Tribunal de Contas vai também fazer, posteriormente, as suas auditorias, tendo por base os planos anti-corrupção. Desta forma, os incumpridores vão ser alvo de uma análise mais meticulosa.
Após o processo "Face Oculta", o presidente do Tribunal de Contas alertou para a urgência em criar estes planos. Guilherme d'Oliveira Martins considerou que "este caso levantou a questão da necessidade absoluta de se criarem planos de prevenção da corrupção nas empresas públicas."
Porém, nem só as empresas públicas têm de entregar o plano, pois todas as entidades da administração central, regional e local receberam a recomendação do Tribunal de Contas.

Mais informações aqui

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ainda não foi desta...

Se grão a grão, enche a galinha o papo, pedra a pedra, o Hospital de Loures já deve estar praticamente construído, com tanta "primeira pedra".

No Diário Económico de ontem, 5 de Janeiro de 2010:
"Celebra-se hoje a cerimónia oficial da assinatura do contrato feito no final de 2009. O consórcio Espírito Santo Saúde (ESS), responsável pela parte da gestão hospitalar, associada ao grupo Mota-Engil e ao grupo Opway (ex-OPCA) concretizaram no final de 2009 a assinatura do contrato para gestão, construção e exploração do novo Hospital de Loures, apurou o Diário Económico. A cerimónia oficial da assinatura do contrato acontece hoje."

A
Lusa acrescentava uma presença ilustre:
"Lançamento da primeira pedra do novo hospital de Loures com presença do primeiro-ministro
O primeiro-ministro José Sócrates assiste nos próximos dias ao lançamento da primeira pedra do futuro hospital de Loures, construído num modelo público-privado e que em 2012 deverá servir 272 mil utentes de quatro concelhos de Lisboa".

Mas o
Correio da Manhã anunciava:
"O primeiro-ministro, José Sócrates, adiou o lançamento da primeira pedra do futuro Hospital de Loures, cerimónia que estava prevista para hoje."

E assim se vai brincando aos lançamentos de pedras, à propaganda do regime e às inaugurações-fantasma...

Será que o Partido Socialista segue este bom exemplo?


O Partido Social Democrata decidiu hoje dar liberdade de voto aos seus deputados na votação de sexta-feira nos projectos sobre o casamento gay e desafiou o PS a fazer o mesmo.

Web meets phone


Internet ou telemóvel? A resposta parece ser: Internet e telemóvel. A frase promocional do novíssimo Nexus One Phone é esclarecedora: "Web meets phone". Que é como quem diz: está em marcha a transformação do telemóvel num objecto de uso corrente da Internet, como um computador — porventura em vez de um computador. Entre as suas proezas: compor um e-mail, falando para o telemóvel!
Lançado ontem nos EUA — para já, o único país onde está disponível, com a rede T-Mobile —, o Nexus One é a aposta da Google para concorrer no mercado dos chamados smartphones, até agora dominado pela Nokia e a Apple. O preço de base do aparelho é 529 dólares (cerca de 370 euros); uma assinatura de dois anos com a T-Mobile custa um adicional de 179 dólares (125 euros). Na Europa, numa primeira fase, o Nexus será comercializado com a rede Vodafone.

Uma bonita declaração de voto!

Há muito que se tornou recorrente ouvir pessoas criticarem os políticos por milhentas razões.

Uma das razões de uma enorme lista de críticas que todos já ouvimos em diversas ocasiões é a de que os políticos apenas se preocupam com eles mesmos e tentam, muitas vezes, colher louros de outros para se auto-promoverem.



Sem querer defender ou fazer qualquer tipo de dissertação ideológica sobre este tema gostaria apenas de partilhar algo que se passou no dia 24 de Dezembro de 2009 nos Estados Unidos da América.



Na véspera de Natal, o Senador ( Democrata ) do Estado de West Virginia de nome Robert Byrd, fez a seguinte declaração ao votar favoravelmente à muito falada Reforma do Sistema Nacional de Saúde Americano:



" This is for my friend Ted Kennedy: aye !"



( Deixo aqui a nota de que o falecido Senador do Estado do Massachusetts Edward Kennedy, a quem o Senador Byrd se referiu, foi durante a maior parte da sua vida um acérrimo defensor da dita Reforma do Sistema Nacional de Saúde Americano )



É bom ver manifestações deste género.

É bom ver que existe quem se lembre, mesmo postumamente, de quem luta pelos outros.

Uma curta, simples mas tocante declaração de voto.

Desafio aos mais jovens com a colaboração dos menos jovens


Este é um desafio que nós aqui no Razão e Vontade gostaríamos que os pais colaborassem incentivando os filhos a participar.


O Plano Nacional de Leitura, a Ciência Viva e a Fundação Gulbenkian organizaram o concurso Ler + Ciência, cuja ideia é cada concorrente explicar, num texto ou numa gravação-vídeo, qual o livro de ciência que mais gostou de ler e porquê.

O concurso está aberto à participação de todos os alunos dos ensinos básico e secundário. De quatro em quatro meses são anunciados cinco vencedores. Cada um deles recebe um cheque-livro no valor de 25 euros.

Como concorrer ao Ler+Ciência

1.Escolhe um livro relacionado com ciência que tenhas gostado muito de ler.

2. Escreve um texto em que expliques porque gostaste de o ler. Se quiseres, podes gravar-te, em vídeo, lendo essa explicação.

3. Ir a
www.cienciaviva.pt/divulgacao/lermais.asp
na internet, e preencher o formulário de inscrição.

A inscrição é electrónica e os trabalhos para o concurso têm de ser mandados em formato electrónico.

4. Os textos não podem ter mais de 1500 caracteres. O filme em vídeo não pode ultrapassar um minuto.

5. Cada vencedor recebe um cheque-livro de 25 euros.


Alguns exemplos podem ser vistos aqui:




terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dias Ferreira, o homem do eco

Plagiado daqui Laranja Choque

Nos bastidores da ópera

Hoje às 18h30 na Culturgest, em Lisboa, conferência por Paolo Pinamonti

Entrada gratuita



“Canto, afecto, personagem” é o título da primeira conferência onde veremos como se irá definir a ideia moderna de personagem desde a retórica dos afectos até à coerência e à diferenciação dos diferentes papéis operáticos. Mozart e o seu teatro musical serão um capítulo importante desta história.Na segunda conferência, “A Literaturoper, quando desaparece o libretista” lidar-se-á com as consequências dramatúrgicas da assunção de um texto literário, não pensado para o teatro lírico, como texto cantado duma ópera, desde o Boris Godunov de Mussorgsky e as suas diferentes versões até Die Soldaten de Zimmermann. Um dos temas mais debatidos na polémica operática de hoje em dia é a questão das ‘modernas’ encenações líricas que se vêem em todos os teatros europeus.Qual é o papel do encenador? Qual é a sua história? Podem definir-se limites ao seu trabalho? São algumas das perguntas às quais tentaremos dar uma resposta na terceira conferência. Na última palestra tentar-se-á analisar os diferentes modelos produtivos dos teatros europeus, os seus prós e os seus contras, com uma possível olhada para o futuro.

Pedaços de Livros- ( I )

Desde o primeiro livro que li que sempre pensei que, da maioria dos livros que lêmos, sempre ficam algumas partes na nossa memória, no nosso íntimo, na nossa alma.

Há palavras que de palavras dos outros passam, pouco a pouco a ser, partes de nós mesmos.

São como pedaços de um livro que se transformam em fragmentos de nós mesmos.

Por isso deixarei alguns posts com palavras que não sendo minhas me tocaram, me tocam, me tocarão ou que me disseram, dizem ou dirão alguma coisa a dado momento da vida.

Aqui fica então o primeiro desses posts:


" Quem me dera que o sonho fosse realidade e que a realidade fosse um sonho! Mas é impossível. Por isso quando acordo, estou sempre a chorar. Não é por estar triste, é porque quando regresso à realidade, saído de um sonho feliz, deparo com uma fenda que não consigo transpor sem verter lágrimas. E, por mais vezes que aconteça, reajo sempre assim."

- Do livro "Um grito de amor desde o centro do mundo" de Kyoichi Katayama -

Terreiro do Paço (I)

Saudando quem entra em Lisboa vindo do Tejo, o Terreiro do Paço era seguramente uma das Praças mais bonitas e imponentes da Europa.

Actualmente transformado em estaleiro permanente, ninguém sabe ao certo o que sairá desse obscuro projecto com que nos querem surpreender, naquele que é mais um exemplo das obras consumadas a que o País vai assistindo.

Entretanto, um grupo de historiadores de arte da Universidade de Évora vai avançando num interessantíssimo projecto de reconstrução virtual do Terreiro do Paço no período pré-terramoto, que engloba o Paço Real da Ribeira, a grandiosa Ópera do Tejo (inaugurada a 31 de Março de 1755 e totalmente destruída com o terramoto de 1 de Novembro) e a sumptuosa Igreja Patriarcal.

O projecto pode ser acompanhado
aqui.

O Ano Internacional da Biodiversidade


A ONU decretou que 2010 é o ano internacional da biodiversidade. São objectivos primordiais a divulgação global do que é a biodiversidade, procurando alertar para os riscos que variadas espécies e ecossistemas correm nos dias de hoje. Tudo isto tendo em vista a construção de uma consciência global que vise a mudança de comportamentos e a defesa dessa mesma biodiversidade. Governos e as mais diversas ONG estão assim convidados a estimular acções e campanhas…

O lançamento oficial do ano da biodiversidade tem lugar dia 11 em Berlim, acolhendo Paris, a parir de dia 21, a inauguração de uma grande exposição sobre biodiversidade. A exposição Biodiversity Is Life, Biodiversity is Our Life viajará depois por outras cidades.

Site oficial do Ano Internacional da Biodiversidade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Com dedicatória especial!

Nesta primeira segunda-feira do ano e depois de todas as emoções da época festiva, deixo aqui uma música ternurenta com dedicatória especial.

Para a Rosarinho, para a Ritinha, para o Francisco, para a Carolina, para o Manuel, para a Marta, para o Miguel, para o Manuel, para a Inês, para a Constança, para a Beatriz, para a Sara, para a Mariana, para a Gabriela , para a Carolina,para a Beatriz,para o Rodrigo, para o Lucas, para a Beatriz , para a Carolina, para a Teresinha,para o Manuel, para o Lucas, para a Madalena ( não existem nomes repetidos...existem apenas nomes iguais! A escolhas não foram minhas...foram dos paizinhos!! ).
A todos desejo um futuro extraordinário cheio de músicas lindas. Vocês merecem o mundo!


Razão e Vontade 2010 - A primeira novidade!

"Sai 2009, entra 2010!

Com a entrada do novo ano todos, com certeza, esperamos boas novidades na maioria dos aspectos que compõem as nossas vidas.

Também nós aqui no " Razão e Vontade " começamos um 2010 com elevadas expectativas do que o futuro poderá vir a trazer a este espaço que, dia-a-dia, temos vindo a criar, não só para nós mas acima de tudo, para todos aqueles que nos acompanham com as suas visitas e comments.

Tudo na vida pode crescer. Tudo na vida pode ser melhorado.
E foi imbuídos deste espírito que decidimos ( o José Luís e eu ), ao longo deste novo ano, trazer-vos novos caminhos, novos rumos, novas perspectivas.

Ao longo deste ano de 2010 tencionamos pôr-vos em contacto com novas rubricas, novas análises, novas contribuições e também com mais pessoas.
Algumas das novidades aparecerão ao longo dos 365 dias de 2010, sempre com o intuito de tornar este espaço cada vez mais apetecível para todos os leitores .

Cabe-me a mim, neste post, trazer-vos a primeira novidade do "Razão e Vontade" versão 2010:
A chegada a esta nossa e vossa casa, de mais uma mais-valia, de mais um blogger, de mais um amigo, de mais uma cabeça pensante.
Falo-vos do Jorge Barbosa Veiga Testos.

Poderia aqui fazer inúmeros elogios, comentários positivos e dar várias explicações acerca do porquê da inclusão deste novo membro do " Razão e Vontade " ou até mesmo do seu currículo profissional.

Não o farei!

Não o farei porque julgo que a mais-valia que o Jorge irá trazer a este blog falará por si mesma.
Não o farei porque julgo que deverão ser os leitores a constatar aquilo que eu e o José Luís já sabemos acerca das características e qualidades do Jorge.

Em meu nome, do José Luís e do Jorge, termino com os votos de um fantástico 2010 para todos os nossos leitores agradecendo a atenção que nos dispensam dia após dia."

Ricardo Andrade

2010, uma nova etapa



O ano 2010 vai assistir ao final do programa Space Shuttle, avançando a Nasa para o projecto Constellation, com uma nova geração de foguetões reutilizáveis que assegurarão não apenas a comunicação com a Estação Espacial Internacional, como abrirão porta aos novos desafios da conquista espacial, entre os objectivos apresentando-se a hipótese de um regresso à Lua. Estão agendadas três missões do Space Shuttle para este ano, a última com data de lançamento prevista meados de Setembro (todas elas devendo levar componentes para a estação espacial). O recente, e bem sucedido, teste do foguetão Ares I deu a luz verde esperada para o avanço do Projecto Cosntellation. Brevemente, cenas dos próximos capítulos…

Assim não vamos lá

A propósito destas declarações de Luís Filipe Menezes, eu afirmo que continuamos irresponsavelmente a girar no carrossel que o Partido Socialista construiu, montou e explora, com altos dividendos. Andamos nós, Sociais-Democratas, embriagados numa euforia que nos faz rodopiar sobre nós mesmo sem o discernimento para olhar o ponto cardeal que nos deve servir de GPS. Enquanto não adoptarmos uma estratégia de renovação alicerçada nos tradicionais valores da Social-Democracia não seremos, aos olhos do eleitorado, uma alternativa de esperança. E atenção que o capital de eleitorado que transportamos, não sendo – já nem digo aumentado – renovado, dilui-se irremediavelmente para sempre. Assim não vamos lá.

Para o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, "o país está mal mas o PSD infelizmente não está melhor", considerando que o partido "para ter legitimidade para se colocar ao lado das posições do Presidente da República (PR) tem que primeiro resolver os seus problemas".
"Quem é que confia no PSD tal qual ele está? Ninguém", considerou o autarca gaiense à margem da inauguração da VL6, localizada em S. Félix da Marinha.
Sobre a mensagem de Ano Novo do PR, Menezes considerou que Cavaco Silva "fez o enfoque naquilo que é um lugar comum do ponto de vista do pensamento de todos os agentes políticos e do povo português em geral".
"Julgo é que depois destes diagnósticos e deste discurso síntese do PR, com que penso que todos nos identificamos, estamos na altura de encontrar soluções para ultrapassar os problemas", afirmou.
Para Menezes, que já foi líder dos sociais-democratas, "o debate deste orçamento de estado já deveria ser um ponto de viragem".
O presidente da Câmara de Gaia considerou que o PSD devia aparecer com "uma proposta de governação clara e alternativa" da qual isolasse algumas "medidas importantes que pudessem criar uma plataforma de entendimento para aprovar um orçamento de estado com os votos do PSD e do PS mas com base em propostas que ficassem claramente ligadas à forma como o PSD entende o país".
Menezes espera que, numa altura em que "não há liderança no PSD, em que o partido está num intervalo e num desconto de tempo de uma forma desnecessária, Aguiar-Branco tenha a "iniciativa política de pegar no grupo parlamentar e de fazer essa negociação".
"Eu tenho muito respeito por questões de princípios e costumes, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas acho que os portugueses ficam um pouco chocados quando vêem o país a discutir dois meses este assunto e não a discutir como é que vamos rapidamente criar emprego, criar riqueza, internacionalizar a economia e ultrapassar as dificuldades", sustentou.
O presidente da Câmara de Gaia disse que este "não é o momento" para discutir questões os nomes à liderança do PSD porque "esse tipo de posição pontual só iria prejudicar um debate que se deseja que seja rápido e que seja consequente".
"Eu acho que todos aqueles dentro do PSD que acham que é necessário ultrapassar a crise do país, não podem lavar as mãos como Pilatos", concluiu Menezes.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Palavras para quê?


"Algumas pessoas cantam no chuveiro, (ficam) meia hora no chuveiro. Não, meninos, três minutos é mais do que suficiente. Eu contei, três minutos, e não cheiro mal", disse Hugo Chávez numa reunião ministerial, transmitida pela TV.

Leitores (e fotógrafos) do "New York Times"



Esta é uma das imagens de uma selecção invulgar: The New York Times desafiou os leitores a enviar fotografias de sua autoria, documentando a década que agora termina. Resultado: um impressionante álbum de memórias onde se cruzam o 11 de Setembro, a guerra no Iraque, as eleições presidenciais e vários acontecimentos mais ou menos mediáticos (incluindo, no exemplo aqui reproduzido, a primeira cerimónia dos Oscars no Kodak Theater, em Hollywood). Vale a pena visitar a secção do jornal: "Documentando a década".

sábado, 2 de janeiro de 2010

Depois de ler ou escutar as notícias da política nacional lembro-me disto

Duas línguas... a mesma beleza

Eu tenho preferência por uma das versões!

E você? De qual gosta mais?






Cavaco Silva diz que dívida externa e desemprego podem levar a “situação explosiva”


Foi um discurso de frases curtas, directas e duro para o trabalho do Governo. Na sua mensagem de ano novo, dirigida hoje aos portugueses, Cavaco Silva traçou um cenário negro da situação económica do país dizendo mesmo que “podemos estar a caminhar para uma situação explosiva”. Sem nunca falar em retoma, pediu mais exigência e responsabilidade e afirmou que “o exemplo tem de vir de cima”.

Ao nível político, o Presidente da República (PR) disse que os portugueses “compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas” e pediu um entendimento no Parlamento para o Orçamento do Estado. Cavaco Silva afirmou ainda que há também uma crise de valores e que é preciso “recuperar o valor da família”.

Cavaco Silva começou o seu discurso lembrando que já há um ano tinha referido que 2009 “iria ser um ano muito difícil”, que receava “o aumento do desemprego, do risco de pobreza e exclusão social” e que Portugal “gastava em cada ano mais do que aquilo que produzia”.

“Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto PR estou acima do combate político e partidário. Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País”, acentuou.

É então em “nome da verdade”, que o chefe de estado volta a sentir “a obrigação de alertar a situação difícil em que o País se encontra”. Lembrou que o desemprego “subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas”, mas disse este não “é o único motivo de preocupação”.

E foi a partir daqui que traçou um cenário negro sobre a situação económica do país:

“A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso”; “o endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes”; “o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim”; “se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado”; “quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura”; “com este aumento da dívida externa e do desemprego (…) podemos caminhar para uma situação explosiva”.

Ao contrário do que tem feito o primeiro-ministro nos últimos tempos, o PR não falou uma só vez em sinais de retoma e ou em indícios de recuperação económica. Preferiu antes lembrar que Portugal continua a “ser ultrapassado, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia” e que “baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União”.

Por isso, voltou mais uma vez a afirmar que é tempo “de maior exigência e elevada responsabilidade” para todos, mas ainda mais “para os detentores de cargos públicos”. “O exemplo deve vir de cima. O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas”, acrescentou.

Para Cavaco Silva, “não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito”, porque o país está “perante uma das encruzilhadas mais decisivas” da sua “história recente”. “É por isso que, em consciência, não posso ficar calado”, frisou.

“Face da gravidade da situação”, o PR disse ainda que “é preciso fazer escolhas” e “estabelecer com clareza as prioridades”. E para Cavaco Silva elas são “o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços” e apoiar socialmente “os mais vulneráveis e desprotegidos”.

Acordo no OE

Da economia o PR partiu para a situação política. Lembrando que “nos últimos tempos” tem ouvido “muitos apelos” para que “intervenha activamente na vida política”, Cavaco lembrou que não cabe ao Chefe de Estado “intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição”. “Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar”, acrescentou.

E salientou que o “novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social”, exige “especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade”. “Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários.”

Reforçou a ideia, salientando que “seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria” e que “chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade.” O Orçamento do Estado para 2010 é para o PR “o momento adequado para essa concertação política.”

Crise de valores

O PR aproveita a seguir o centenário da República, que se comemora este ano, para lembrar que a crise não é apenas económica. “É, também, uma crise de valores.”

Numa altura em que a sociedade portuguesa debate, por iniciativa do Governo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o PR disse ser necessário “recuperar o valor da família”. “O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam.”

Fala ainda na importância de “valorizar a prática do valor da ética republicana” e de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça”. “Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei”, diz.

Tal como no discurso do ano passado, Cavaco Silva pede aos portugueses para não terem medo e, “no meio de tantas incertezas”, diz que os cidadãos podem ter uma certeza: “Pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.”

Começa hoje


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Para sentir

Bom ano 2010

Bom ano
2010


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

No fim de 2009 ainda andamos a discutir se a homosexualidade é uma doença


O psiquiatra Júlio Machado Vaz considerou hoje "globalmente satisfatório e positivo" o parecer do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, que sustenta que não há qualquer tratamento para a homossexualidade, porque esta não é uma doença.

O parecer, em resposta a um pedido do bastonário da Ordem dos Médicos, de 14 de Maio, foi aprovado hoje pelo Conselho Nacional Executivo da Ordem. Em declarações à Lusa, o psiquiatra Júlio Machado Vaz, um dos especialistas que solicitou o parecer por discordar das opiniões médicas que acreditam ser possível mudar a orientação sexual de alguém através de terapia, considerou o documento "globalmente satisfatório e positivo", por "assumir como inevitável que não se pode falar de doença em relação à homossexualidade". "Não podemos falar de doença, não podemos estar a falar de tratamento, isso é positivo", salientou o médico, que ficou "aliviado" por o parecer não distinguir uma "homossexualidade primária" de uma "secundária".

No documento, o Colégio de Psiquiatria defende que "é generalizado o consenso entre os médicos psiquiatras de que não existe qualquer tratamento para a homossexualidade, pois esta designação não se refere a uma doença mas sim a uma variante do comportamento sexual". Por isso, "considerar a possibilidade de um tratamento da homossexualidade implicaria, nos tempos actuais, a violação de normas constitucionais e de direitos humanos", advoga o parecer.

No entanto, e porque "o comportamento e desejo sexuais, e não só o homossexual, são frequentemente fonte de conflitos e sofrimento", as pessoas "podem recorrer ao seu médico, psiquiatra ou psicoterapeuta".

Júlio Machado Vaz destacou ainda do documento do Colégio de Psiquiatria o facto de admitir que "a sexualidade assume variadíssimas formas", desde a bissexualidade até à indefinição da identidade sexual nos mais jovens, e que "uma pessoa que está em sofrimento tem de ser ajudada".

A ajuda que os médicos podem prestar, evidenciou, é levar as pessoas a "aceitarem-se como são", passando elas a estar "reconciliadas com a sua própria sexualidade".

O parecer refere que, "sem ferir as convicções e crenças" dos pacientes, os clínicos devem ajudá-los, "sempre que possível, na sua autodeterminação, depois de um esclarecimento completo e no âmbito do consentimento informado".

Neste contexto, o médico deverá "indagar sobre a autenticidade das decisões" do doente, enquanto este "deverá ser informado de que não existe evidência científica que suporte uma intervenção que resulte na completa mudança de orientação sexual".

O parecer surge depois de, a 2 de Maio, em entrevista ao PÚBLICO, Adriano Vaz Serra, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, e João Marques Teixeira, presidente do Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos, terem defendido que, nalgumas circunstâncias, e se houver essa vontade, é possível, através de terapia, mudar a orientação sexual de alguém.

Na sequência dessas declarações, um grupo de psiquiatras e psicólogos que se opõe a esta visão, entre os quais Daniel Sampaio e Júlio Machado Vaz, pediram ao Colégio da Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos que elaborasse um parecer sobre o assunto.

fonte: Lusa

Canções de Natal - último post da série

Jacques Brel - Rosa

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Orquestra Sinfónica Portuguesa aplaudida em Cantão


Um responsável da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) manifestou-se hoje "muito satisfeito" com o início da sua primeira tournée na China, considerando "excelente" e "entusiástica" a reacção do público chinês.
"Tinham-nos dito que o público oriental era, geralmente, contido e pouco entusiasta, mas acabámos o concerto com a assistência toda de pé, a aplaudir", disse à agência Lusa Pedro Moreira, presidente da OPART, o organismo público que tutela a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Pedro Moreira referia-se ao espectáculo inaugural da digressão, realizado terça-feira à noite na principal sala de concertos de Cantão, no sul da China.

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